Quem diria que duas marcas de tal renome como Louis Vuitton e Dior teriam, em Espinho, fonte das suas aquisições?
Ao que parece, uma tapeçaria na bela cidade de Espinho produz tapetes de cinco estrelas para estas duas marcas (entre outras), sendo um caso de autêntico sucesso. Foi fundada em 1946 e, só em 2012, o seu volume de exportações ascendeu aos cinco milhões de euros.
Haverá algo mais forte que a vontade de vencer na vida? Possivelmente... não! Aqui está um do melhores vídeos de motivação já feitos, a meu ver. Uma boa forma para percebermos como podemos comparar a nossa situação atual a muitas das pessoas que hoje admiramos, como o jogador Michael Jordan ou o grupoThe Beatles. Veja...
Nunca é demais relembrar, na minha opinião, esta excelente aposta de marketing e publicidade da tão conhecida marca Dove. Quem já conhece, de certo que adorará rever. E quem não conhece, prepare-se então para se deparar com uma das melhores estratégias comunicacionais já executadas, a meu ver.
Com uma campanha totalmente inesperada e completamente fora do comum, a marca conseguiu aumentar as suas vendas em cerca de 700%, facto memorável para toda a história de uma indústria extremamente competitiva. Mesmo não fugindo ao facto de que esta é também uma estratégia para a obtenção de lucro, a agência Ogilvy (criadora da campanha) foi imensamente inteligente: intitulando a campanha de "Real Beauty" / "Real Beleza", fez o uso de modelos femininas perfeitamente comuns. Mulheres como todas nós, com defeitos e qualidades, que acima de tudo são detentoras de uma beleza curvilínea (fugindo às magrezas extremas, tanto em voga nessa mesma altura). Utilizando não só imagens, mas também vídeos e testemunhos, é notória a inovação, criatividade e apelo ao senso comum por parte da marca, que desafiando assim o idílico feminino conseguiu que se falasse dela em todos os meios de comunicação, e até em países onde os anúncios não foram exibidos. Afinal, qual é a mulher que foge aos padrões de beleza comuns que não gosta de se sentir especial?
Abaixo podem ver-se alguns dos exemplares publicitários desta mesma campanha.
Quem
não se lembra da fábula dos Três Porquinhos e o lobo mau? Pois bem, o jornal
britânico The Guardian utilizou essa tão
conhecida história para fazer uma publicidade de abertura do jornal, onde o
principal objetivo é promover a imagem que o mesmo tem e quer transmitir ao
público. A campanha "Three Little Pigs" ganhou ainda o prémio mais
prestigiado do mundo da comunicação no ano 2012, sendo ele o leão de ouro do The Cannes Lions Festival. Os prémios The Cannes Lions são considerados uma
marca de excelência para todo o trabalho envolvido nas áreas da publicidade e
da comunicação criativa. Qualquer profissional ambiciona um dia ter uma
campanha ou trabalho elaborado neste grande festival, onde a criatividade
inspira e emociona. A palavra de ordem é a inovação.
Pois
bem, o porquê de eu estar a falar desta campanha incide sobre, primeiro, foi
muito bem conseguida e, segundo, a mensagem que transmite é, ao mesmo tempo,
totalmente atual. Todos sabemos que com a evolução da tecnologia e a rapidez
que existe na troca de informação, por vezes é difícil conseguir controlar todo
esse conteúdo para que seja credível. Existe uma emergência das redes sociais e
dos media, onde há uma disputa entre todos que querem ser o primeiro. Mas isso
por vezes pode ser um fiasco, porque não há tempo para apurar toda a informação
e toda a sua veracidade. Cada um dá o seu palpite. Então é aqui que entra a
campanha publicitária The Guardian.
Se este conto de fadas acontecesse hoje, com a velocidade que existe, onde no
minuto seguinte ao acontecimento já tudo se sabe, quem seria afinal o culpado e
quem seria o inocente? “Se a história dos três porquinhos acontecesse nos dias
de hoje como ela seria divulgada? E como as pessoas reagiriam a esse
acontecimento?” Esta história retrata toda essa envolvência, onde as redes
sociais e os media entram em ação. Quem vai apurar esses factos?
O consumo da informação passou a ser mais acessível e fácil de chegar às mãos
da sociedade, por isso, todas a regras e conceitos que antes se utilizava no
jornalismo tradicional tiveram que se saber adaptar para conseguirem acompanhar
essa grande interferência do público. A intertextualidade utilizada nesta
campanha foi muito bem conseguida, na minha opinião, onde há a ligação de uma
história conhecida para transmitir uma ideia, que o jornal The Guardian está sempre dentro dos acontecimentos e que adaptou toda
esta envolvência e rapidez que existe de transmissão de conteúdos.
Vejam
o vídeo e tirem as vossas próprias conclusões. Se tudo o que vemos corresponde
há verdade? Provavelmente não. Temos que ser autocríticos e suficientemente
capazes de distinguir o que é ou não importante a retirar da mensagem transmitida.
Está mais do que provado que as mulheres são, sem margem para dúvida, seres feitos e criados para dar e receber. Seja falando de sentimentos ou de trabalho e realização pessoal, a primeira pessoa com quem a mulher se deve preocupar é consigo mesma. É uma questão de prioridade e até de inteligência. O grande problema depreende-se, na maioria das vezes, com a falta de confiança que ainda hoje as mulheres depositam nas suas capacidades. O medo de arriscar e até de opinar fazem com que seja mais simples não tentar, não ousar, não criar. Assim não corremos o risco de ouvir críticas, comentários desfavoráveis, opiniões desvalorizadoras – tudo aquilo que assombra quem quer ser bem-sucedida mas tem medo da negação. Mas no final de contas, se não formos capazes de dominar os nossos medos face ao mundo envolvente e face às nossas ambições, como é que podemos sem bem-sucedidas? A perfeição é totalmente contra a nossa natureza: é a primeira ideia que precisamos ter presente na nossa mente. Ou seja, não é a busca pela perfeição que nos vai fazer alcançar o sucesso pessoal e profissional que tanto ansiamos, muito pelo contrário – se alcançar os nossos objetivos fosse tão fácil como andar de bicicleta, algum dia iriamos despender tanto tempo e tanto esforço na sua busca? Lógico que não. Daí ser imprescindível fazer a nossa sorte conseguindo valorizar o que conseguimos alcançar, tanto mais difícil quanto o seja conseguir. A atitude é o princípio, o meio e a continuação de tudo. Há que aceitar os erros e procurar fazer melhor, usar a insatisfação como impulso, aproveitar as bruscas mudanças a nosso favor, saber gerir prioridades e encarar todo e cada desafio como uma fonte de proveitos, retornos positivos. O nosso sucesso pessoal depende, essencialmente, de conseguirmos atingir os nossos objetivos e aquilo que nos predispomos a alcançar – o que nos vai transformar em mulheres pró-ativas, capazes e motivadas. E é aqui que entra o mecanismo essencial para que criemos oportunidades: o marketing. Sendo este um processo com dois sentidos e que visa maximizar o consumo e, consequentemente, a satisfação do consumidor, é então preciso utilizar estas ferramentas a nosso favor, como que em forma de marketing pessoal, mas altamente focalizado para nós, mulheres. Temos que nos diferenciar, que criar valor próprio e, maioritariamente, que trabalhar constantemente para descobrirmos a nossa proficiência pessoal. Estamos erradas quando achamos que temos e devemos saber fazer tudo: por muito que hoje em dia seja positivo sermos polivalentes, isso não significa que necessitemos de dominar toda e qualquer área. Outra das peças que pode muitas vezes marcar a diferença é a questão da imagem / beleza – estas são importantes por muito que as descuremos, tanto quanto contribuam para o nosso bem – estar, e não para a fomentação de padrões ou estereótipos da sociedade. Devem ser trabalhadas de forma a funcionarem também elas como um meio de diferenciação positivo. Hábitos e convenções devem ser quebrados e substituídos por conceitos inovadores que todas nós somos capazes de criar - há que aplicar todos os nossos conhecimentos estéticos e até da mulher enquanto ser sentimental para que consigamos utilizar esses mesmos mecanismos para observar aquilo que o mercado ao qual nos queremos candidatar necessita, seja esse o mercado de consumo ou a procura de um emprego. Posto tudo isto, por mais difícil e concorrencial que seja hoje a criação de valor pessoal, devemos sempre ter em linha de conta que o marketing para a mulher moderna pode ser tudo aquilo que nós quisermos, desde que trabalhado com afinco e dedicação, de uma forma criativa e persistente. Por Rita Pereira