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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Campanha pela Real Beleza

Nunca é demais relembrar, na minha opinião, esta excelente aposta de marketing e publicidade da tão conhecida marca Dove. Quem já conhece, de certo que adorará rever. E quem não conhece, prepare-se então para se deparar com uma das melhores estratégias comunicacionais já executadas, a meu ver.

Com uma campanha totalmente inesperada e completamente fora do comum, a marca conseguiu aumentar as suas vendas em cerca de 700%, facto memorável para toda a história de uma indústria extremamente competitiva. Mesmo não fugindo ao facto de que esta é também uma estratégia para a obtenção de lucro, a agência Ogilvy (criadora da campanha) foi imensamente inteligente: intitulando a campanha de "Real Beauty" / "Real Beleza", fez o uso de modelos femininas perfeitamente comuns. Mulheres como todas nós, com defeitos e qualidades, que acima de tudo são detentoras de uma beleza curvilínea (fugindo às magrezas extremas, tanto em voga nessa mesma altura). Utilizando não só imagens, mas também vídeos e testemunhos, é notória a inovação, criatividade e apelo ao senso comum por parte da marca, que desafiando assim o idílico feminino conseguiu que se falasse dela em todos os meios de comunicação, e até em países onde os anúncios não foram exibidos. Afinal, qual é a mulher que foge aos padrões de beleza comuns que não gosta de se sentir especial? 

Abaixo podem ver-se alguns dos exemplares publicitários desta mesma campanha.

















Por Rita Pereira

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Three Little Pigs


Quem não se lembra da fábula dos Três Porquinhos e o lobo mau? Pois bem, o jornal britânico The Guardian utilizou essa tão conhecida história para fazer uma publicidade de abertura do jornal, onde o principal objetivo é promover a imagem que o mesmo tem e quer transmitir ao público. A campanha "Three Little Pigs" ganhou ainda o prémio mais prestigiado do mundo da comunicação no ano 2012, sendo ele o leão de ouro do The Cannes Lions Festival. Os prémios The Cannes Lions são considerados uma marca de excelência para todo o trabalho envolvido nas áreas da publicidade e da comunicação criativa. Qualquer profissional ambiciona um dia ter uma campanha ou trabalho elaborado neste grande festival, onde a criatividade inspira e emociona. A palavra de ordem é a inovação. 

Pois bem, o porquê de eu estar a falar desta campanha incide sobre, primeiro, foi muito bem conseguida e, segundo, a mensagem que transmite é, ao mesmo tempo, totalmente atual. Todos sabemos que com a evolução da tecnologia e a rapidez que existe na troca de informação, por vezes é difícil conseguir controlar todo esse conteúdo para que seja credível. Existe uma emergência das redes sociais e dos media, onde há uma disputa entre todos que querem ser o primeiro. Mas isso por vezes pode ser um fiasco, porque não há tempo para apurar toda a informação e toda a sua veracidade. Cada um dá o seu palpite. Então é aqui que entra a campanha publicitária The Guardian. Se este conto de fadas acontecesse hoje, com a velocidade que existe, onde no minuto seguinte ao acontecimento já tudo se sabe, quem seria afinal o culpado e quem seria o inocente? “Se a história dos três porquinhos acontecesse nos dias de hoje como ela seria divulgada? E como as pessoas reagiriam a esse acontecimento?” Esta história retrata toda essa envolvência, onde as redes sociais e os media entram em ação. Quem vai apurar esses factos?

O consumo da informação passou a ser mais acessível e fácil de chegar às mãos da sociedade, por isso, todas a regras e conceitos que antes se utilizava no jornalismo tradicional tiveram que se saber adaptar para conseguirem acompanhar essa grande interferência do público. A intertextualidade utilizada nesta campanha foi muito bem conseguida, na minha opinião, onde há a ligação de uma história conhecida para transmitir uma ideia, que o jornal The Guardian está sempre dentro dos acontecimentos e que adaptou toda esta envolvência e rapidez que existe de transmissão de conteúdos.

Vejam o vídeo e tirem as vossas próprias conclusões. Se tudo o que vemos corresponde há verdade? Provavelmente não. Temos que ser autocríticos e suficientemente capazes de distinguir o que é ou não importante a retirar da mensagem transmitida.

Ver o vídeo AQUI:



Por Cláudia Salgado